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Questão do ENEM 2020

Ciências Humanas · habilidade 21Caderno Amarelo · Questão 46

O movimento sedicioso ocorrido na capitania de Pernambuco, no ano 1817, foi analisado de formas diferentes por dois meios de comunicação daquela época. O Correio Braziliense apontou para o fato de ser “a comoção no Brasil motivada por um descontentamento geral, e não por maquinações de alguns indivíduos”. Já a Gazeta do Rio de Janeiro considerou o movimento como um “pontual desvio de norma, apenas uma ‘mancha’ nas ‘páginas da História Portuguesa’, tão distinta pelos testemunhos de amor e respeito que os vassalos desta nação consagram ao seu soberano”.

JANCSÓ, I.; PIMENTA, J. P. Peças de um mosaico. In: MOTA, C. G. (Org.). Viagem Incompleta: a experiência brasileira (1500-2000). São Paulo: Senac, 2000 (adaptado).

Os fragmentos das matérias jornalísticas sobre o acontecimento, embora com percepções diversas, relacionam-se a um aspecto do processo de independência da colônia luso-americana expresso em dissensões entre

  1. Alternativa A: quadros dirigentes em torno da abolição da ordem escravocrata.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. Os trechos dos jornais discutem se a revolta era um descontentamento geral ou um desvio pontual, e não a abolição da escravidão. Em 1817, a ordem escravocrata não estava em debate entre os dirigentes, e as fontes nada dizem sobre isso.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  2. Alternativa B: grupos regionais acerca da configuração político-territorial. gabarito
    Justificativa

    Esta alternativa está correta. Para o Correio Braziliense, a revolta de Pernambuco expressava um descontentamento geral; para a Gazeta do Rio de Janeiro, era um desvio pontual diante da lealdade ao soberano. Essa divergência reflete as tensões entre grupos regionais e o poder central sobre como seria organizado o território e a política na colônia, tema do processo de independência.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  3. Alternativa C: intelectuais laicos acerca da revogação do domínio eclesiástico.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. Os jornais não discutem a Igreja nem a retirada de seu domínio sobre a sociedade. A divergência é política, sobre a natureza da revolta e a lealdade à Coroa, e não sobre poder eclesiástico.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  4. Alternativa D: homens livres em torno da extensão do direito de voto.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. A extensão do voto não é tratada em nenhum dos trechos, e o contexto do início do século XIX não colocava essa questão no debate entre os jornais. A discussão é sobre a interpretação da revolta.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  5. Alternativa E: elites locais acerca da ordenação do monopólio fundiário.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. Os textos não tratam da propriedade da terra ou do monopólio fundiário. Os dois jornais divergem sobre o caráter do movimento, e não sobre a ordenação da posse de terras.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

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Fonte e auditoria
Código INEP
98153
Código da prova
568
Arquivo do PDF
ENEM_2020_P1_CAD_02_DIA_1_AMARELO.pdf