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Questão do ENEM 2021

Linguagens e Códigos · habilidade 18Caderno Azul · Questão 10

Intenso e original, Son of Saul retrata horror do holocausto Centenas de filmes sobre o holocausto já foram produzidos em diversos países do mundo, mas nenhum é tão intenso como o húngaro Son of Saul, do estreante em longa-metragens László Nemes, vencedor do Grande Prêmio do Júri no último Festival de Cannes.

Ao contrário da grande maioria das produções do gênero, que costuma oferecer uma variedade de informações didáticas e não raro cruza diferentes pontos de vista sobre o horror do campo de concentração, o filme acompanha apenas um personagem.

Ele é Saul (Géza Röhrig), um dos encarregados de conduzir as execuções de judeus como ele que, por um dia e meio, luta obsessivamente para que um menino já morto — que pode ou não ser seu filho — tenha um enterro digno e não seja simplesmente incinerado.

O acompanhamento da jornada desse prisioneiro é no sentido mais literal que o cinema pode proporcionar: a câmera está o tempo todo com o personagem, seja por sobre seus ombros, seja com um close em primeiro plano ou em sua visão subjetiva. O que se passa ao seu redor é secundário, muitas vezes desfocado.

Saul percorre diferentes divisões de Auschwitz à procura de um rabino que possa conduzir o enterro da criança, e por isso pouco se envolve nos planos de fuga que os companheiros tramam e, quando o faz, geralmente atrapalha. “Você abandonou os vivos para cuidar de um morto”, acusa um deles.

Ver toda essa via crucis é por vezes duro e exige certa entrega do espectador, mas certamente é daquelas experiências cinematográficas que permanecem na cabeça por muito tempo.

O longa já está sendo apontado como o grande favorito ao Oscar de filme estrangeiro. Se levar a estatueta, certamente não faltará quem diga que a Academia tem uma preferência por quem aborda a 2ª Guerra. Por mais que exista uma dose de verdade na afirmação, premiar uma abordagem tão ousada e radical como Son of Saul não deixaria de ser um passo à frente dos votantes.

Carta Capital, n. 873, 22 out. 2015.

A resenha é, normalmente, um texto de base argumentativa. Na resenha do filme Son of Saul, o trecho da sequência argumentativa que se constitui como opinião implícita é

  1. Alternativa A: “[…] do estreante em longa-metragens László Nemes, vencedor do Grande Prêmio do Júri no último Festival de Cannes”.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. O trecho informa dados verificáveis, que o diretor é estreante em longas e que venceu um prêmio em Cannes. É informação, não opinião.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  2. Alternativa B: “Ele é Saul (Géza Röhrig), um dos encarregados de conduzir as execuções de judeus […]”.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. O trecho apresenta o personagem e sua função na trama, de forma descritiva. Não há julgamento de valor sobre o filme.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  3. Alternativa C: “[…] a câmera está o tempo todo com o personagem, seja por sobre seus ombros, seja com um close […]”.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. O trecho descreve como a câmera acompanha o personagem, um procedimento técnico do filme. A opinião do resenhista sobre isso aparece em outras passagens, não nessa descrição.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  4. Alternativa D: “Saul percorre diferentes divisões de Auschwitz à procura de um rabino que possa conduzir o enterro da criança […]”.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. O trecho resume o enredo, a busca de Saul por um rabino. É sequência narrativa, sem avaliação.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  5. Alternativa E: “[…] premiar uma abordagem tão ousada e radical como Son of Saul não deixaria de ser um passo à frente dos votantes”. gabarito
    Justificativa

    Esta alternativa está correta. A resenha mistura informação e avaliação. No trecho final, o resenhista não diz diretamente que os votantes costumam ser conservadores nem que o filme merece o prêmio, mas isso fica subentendido: chamar a abordagem de ousada e radical já a valoriza, e dizer que premiá-la não deixaria de ser um passo à frente sugere que a Academia, em geral, não avança. A opinião está presente, porém construída de forma indireta, pela negação atenuada e pelo pressuposto.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

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Fonte e auditoria
Código INEP
97519
Código da prova
889
Arquivo do PDF
ENEM_2021_P1_CAD_01_DIA_1_AZUL.pdf