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Questão do ENEM 2020

Linguagens e Códigos · habilidade 16Digital · Caderno Rosa · Questão 28

Leia a posteridade, ó pátrio Rio, Em meus versos teu nome celebrado, Por que vejas uma hora despertado O sono vil do esquecimento frio:

Não vês nas tuas margens o sombrio, Fresco assento de um álamo copado; Não vês ninfa cantar, pastar o gado Na tarde clara do calmoso estio.

Turvo banhando as pálidas areias Nas porções do riquíssimo tesouro O vasto campo da ambição recreias.

Que de seus raios o planeta louro Enriquecendo o influxo em tuas veias, Quanto em chamas fecunda, brota em ouro.

COSTA, C. M. Obras poéticas de Glauceste Satúrnio. Disponível em: www.dominiopublico.gov.br. Acesso em: 8 out. 2015.

A concepção árcade de Cláudio Manuel da Costa registra sinais de seu contexto histórico, refletidos no soneto por um eu lírico que

  1. Alternativa A: busca o seu reconhecimento literário entre as gerações futuras.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. O poema fala em posteridade, mas o nome que os versos querem celebrar é o do rio (“teu nome celebrado”), não o do poeta. Além disso, essa leitura ignora os sinais do contexto histórico que a pergunta pede.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  2. Alternativa B: contempla com sentimento de cumplicidade a natureza e o pastoreio.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. Os elementos pastoris aparecem como memória do que o rio já não oferece (“Não vês ninfa cantar, pastar o gado”). O eu lírico não contempla a natureza com cumplicidade, e sim aponta a ausência dessa paisagem idílica.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  3. Alternativa C: lamenta os efeitos produzidos pelos atos de cobiça e pela indiferença. gabarito
    Justificativa

    Esta alternativa está correta. O soneto usa imagens árcades (álamo, ninfa, gado), mas diz que elas já não são vistas no rio, que agora corre turvo, voltado para o “riquíssimo tesouro” e para o “campo da ambição”. Esse quadro reflete o contexto da exploração do ouro, em que a cobiça degradou a paisagem. O eu lírico lamenta esses efeitos e a indiferença do “esquecimento frio”, que ele quer despertar com seus versos.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  4. Alternativa D: encontra na simplicidade das imagens a expressão do equilíbrio e da razão.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. Equilíbrio e razão são ideais do Arcadismo em geral, mas neste soneto a paisagem aparece turva e marcada pela ambição. O poema contrapõe o ideal bucólico à realidade, em vez de encontrar nele harmonia.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  5. Alternativa E: recorre a elementos mitológicos da cultura clássica como símbolos da terra.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. A ninfa e o planeta louro são convenções clássicas da poesia árcade, usadas como ornamento, e não representam a terra. O que o poema registra do contexto histórico é a ambição pelo ouro, e não a mitologia.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

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Fonte e auditoria
Código INEP
88918
Código da prova
694
Arquivo do PDF
ENEM_2020_DIGITAL_CAD_04_DIA_1_ROSA_INGLES.pdf