A proprietária de um haras comprou um cavalo e, após alguns dias, descobriu que o animal apresentava uma doença viral séria. Sentindo-se prejudicada, iniciou uma disputa judicial para determinar se o cavalo já foi comprado infectado ou se ele adquiriu a doença na nova propriedade. Nesses casos, os anticorpos podem auxiliar na decisão do juiz, pois sabe-se que a presença da imunoglobulina M (IgM), primeira classe de anticorpo a ser secretada, refere-se a infecções recentes (primárias ou recorrentes), e que a imunoglobulina G (IgG) refere-se a infecções um pouco mais antigas. Além das classes, a força de ligação do anticorpo (avidez) também poderá trazer informações importantes, porque quanto maior a avidez, mais antiga é a infecção inicial. Qual resultado laboratorial favorecerá a nova proprietária no julgamento?
Questão do ENEM 2024
- Alternativa A: IgM positivo e IgG positivo, com baixa avidez.
Justificativa
Esta alternativa está errada. IgM positivo indica infecção recente, e a baixa avidez da IgG reforça que a infecção inicial é recente. Esse resultado é compatível com o cavalo ter se infectado já na nova propriedade, o que favorece o vendedor. Quem a escolhe vê a IgG positiva e conclui que a infecção é antiga, sem considerar a IgM e a avidez.
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- Alternativa B: IgM negativo e IgG negativo, com baixa avidez.
Justificativa
Esta alternativa está errada. Sem IgM e sem IgG não há sinal de resposta imune ao vírus, o que não comprova infecção anterior à compra; e falar de avidez nem faz sentido sem anticorpo detectado. Esse resultado não sustenta o argumento da proprietária de que o animal já chegou doente. Quem a escolhe associa a baixa avidez a infecção antiga, quando o texto diz o contrário: avidez maior indica infecção mais antiga.
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- Alternativa C: IgM negativo e IgG positivo, independentemente da avidez. gabarito
Justificativa
Esta alternativa está correta. A nova proprietária precisa mostrar que a infecção é antiga, anterior à compra. O texto informa que a IgM indica infecção recente e a IgG, infecção mais antiga. IgM negativo afasta uma infecção recente, que poderia ter sido adquirida no haras, e IgG positivo mostra que o animal já teve contato com o vírus há mais tempo. Com esse par de resultados, a infecção é anterior à chegada do cavalo, e a avidez não altera essa conclusão.
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- Alternativa D: IgM positivo e IgG positivo, independentemente da avidez.
Justificativa
Esta alternativa está errada. A IgM positiva indica infecção recente, que pode ter sido adquirida depois da compra, então o resultado não garante que o cavalo chegou infectado. Desconsiderar a avidez tira justamente a informação que poderia ajudar a datar a infecção. Quem a escolhe pensa que basta ter IgG para provar infecção antiga, sem notar o peso da IgM.
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- Alternativa E: IgM positivo e IgG negativo, independentemente da avidez.
Justificativa
Esta alternativa está errada. IgM positivo com IgG negativo é o quadro de uma infecção muito recente, em que só a primeira classe de anticorpo foi secretada. Isso aponta para contágio após a chegada ao haras e favorece o vendedor. Quem a escolhe associa a presença de anticorpo à prova de infecção prévia, sem considerar qual classe indica infecção recente.
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Fonte e auditoria
- Código INEP
- 85312
- Código da prova
- 1333
- Arquivo do PDF
2024_PV_reaplicacao_PPL_D2_CD7.pdf