Pular para o conteúdo
Plataforma ENEMEntrar
Acervo de itens

Questão do ENEM 2020

Linguagens e Códigos · habilidade 16Digital · Caderno Rosa · Questão 20

Pessoal intransferível Escute, meu chapa: um poeta não se faz com versos. É o risco, é estar sempre a perigo sem medo, é inventar o perigo e estar sempre recriando dificuldades pelo menos maiores, é destruir a linguagem e explodir com ela. Nada no bolso e nas mãos. Sabendo: perigoso, divino, maravilhoso.

Poetar é simples, como dois e dois são quatro sei que a vida vale a pena etc. Difícil é não correr com os versos debaixo do braço. Difícil é não cortar o cabelo quando a barra pesa. Difícil, pra quem não é poeta, é não trair a sua poesia, que, pensando bem, não é nada, se você está sempre pronto a temer tudo; menos o ridículo de declamar versinhos sorridentes. E sair por aí, ainda por cima sorridente mestre de cerimônias, “ herdeiro” da poesia dos que levaram a coisa até o fim e continuam levando, graças a Deus.

E fique sabendo: quem não se arrisca não pode berrar. Citação: leve um homem e um boi ao matadouro. O que berrar mais na hora do perigo é o homem, nem que seja o boi. Adeusão.

TORQUATO NETO. Melhores poemas de Torquato Neto. São Paulo: Global, 2018.

Expoente da poesia produzida no Brasil na década de 1970

e autor de composições representativas da Tropicália, Torquato Neto mobiliza, nesse texto,

  1. Alternativa A: gírias e expressões coloquiais para criticar a linguagem adornada da tradição literária então vigente.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. O texto usa expressões coloquiais, como “meu chapa”, mas não faz crítica a uma linguagem adornada da tradição. O alvo da crítica é o poeta que não se arrisca e declama “versinhos sorridentes”.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  2. Alternativa B: intenções satíricas e humorísticas para delinear uma concepção de poesia voltada para a felicidade dos leitores.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. Há ironia no texto, mas ela recai sobre os versinhos sorridentes. A concepção de poesia defendida é a do risco e do perigo, e não a de uma poesia voltada à felicidade dos leitores.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  3. Alternativa C: frases de efeito e interpelações ao leitor para ironizar as tentativas de adequação do poema ao gosto do público.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. O texto interpela o leitor e usa frases de efeito, mas não ironiza a adequação do poema ao gosto do público. O assunto central é a coragem de se arriscar na criação.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  4. Alternativa D: recursos da escrita em prosa e noções do senso comum para enfatizar as dificuldades inerentes ao trabalho do poeta.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. O texto emprega prosa e noções de senso comum, como “dois e dois são quatro”, mas o faz para ironizar a facilidade de poetar. A ideia central é a atitude de risco diante da criação, e não só a dificuldade do trabalho.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  5. Alternativa E: referências intertextuais e anedóticas para defender a importância de uma atitude destemida ante os riscos da criação poética. gabarito
    Justificativa

    Esta alternativa está correta. O texto retoma frases conhecidas, como “dois e dois são quatro”, “sei que a vida vale a pena” e “perigoso, divino, maravilhoso”, e recorre à anedota do homem e do boi levados ao matadouro. Com esses recursos, defende que ser poeta exige atitude destemida diante dos riscos: quem não se arrisca não pode berrar.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

Comentários do professor

Ainda sem comentário cadastrado.

Comentários de alunos

Entre com uma conta matriculada em turma para ver e postar comentários.

Fonte e auditoria
Código INEP
22580
Código da prova
694
Arquivo do PDF
ENEM_2020_DIGITAL_CAD_04_DIA_1_ROSA_INGLES.pdf