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Questão do ENEM 2025

Linguagens e Códigos · habilidade 22Reaplicação · Caderno Amarelo · Questão 31

TEXTO I

Pensar a Escrevivência como um fenômeno diaspórico e universal primeiramente me incita a voltar a uma imagem que está no núcleo do termo. A imagem fundante do termo é a figura da Mãe Preta, aquela que vivia a sua condição de escravizada dentro da casa-grande. Essa mulher tinha como trabalho escravo a função forçada de cuidar da prole da família colonizadora. Escrevivência, em sua concepção inicial, se realiza como um ato de escrita das mulheres negras, como uma ação que pretende borrar, desfazer uma imagem do passado, em que o corpo-voz de mulheres negras escravizadas tinha sua potência de emissão também sob o controle dos escravocratas, homens, mulheres e até crianças. E, se ontem nem a voz pertencia às mulheres escravizadas, hoje a letra, a escrita nos pertencem também.

EVARISTO, C. A Escrevivência e seus subtextos. In: DUARTE, C. L.; NUNES, I. R.

(Org.). Escrevivência: a escrita de nós: reflexões sobre a obra de Conceição Evaristo. Rio de Janeiro: Mina, 2020 (adaptado).

TEXTO II

Um corpo no mundo Atravessei o mar, um sol Da América do Sul me guia Trago uma mala de mão Dentro uma oração, um adeus Eu sou um corpo, um ser, um corpo só Tem cor, tem corte E a história do meu lugar, ô Eu sou a minha própria embarcação Sou minha própria sorte LUEDJI LUNA.

Disponível em: https://open.spotify.com. Acesso em: 7 out. 2025 (fragmento).

Os textos I e II apresentam como característica comum a referência a(à)

  1. Alternativa A: sensação de solidão.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. Nenhum dos textos expressa sensação de solidão. No primeiro, a escrita das mulheres negras é afirmação coletiva, e no segundo, o eu lírico fala de si com força, como sua própria embarcação. Quem a escolhe associa a travessia e a expressão corpo só à solidão.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  2. Alternativa B: elementos identitários. gabarito
    Justificativa

    Esta alternativa está correta. No primeiro texto, a escrita das mulheres negras reconstrói uma imagem do passado e afirma que a letra lhes pertence, o que remete à identidade. No segundo, o eu lírico se define como um corpo com cor, corte e a história do seu lugar. Ambos trazem elementos que constituem a identidade de quem fala.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  3. Alternativa C: representação materna.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. A figura da Mãe Preta aparece só no primeiro texto, como imagem que originou o termo. O segundo texto não faz referência a figura materna: fala de travessia, de uma mala de mão e de um corpo no mundo. Por isso a representação materna não é comum aos dois.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  4. Alternativa D: experiências individuais.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. O segundo texto expressa a experiência individual de um eu lírico, mas o primeiro fala de um fenômeno coletivo, diaspórico e universal, da escrita de mulheres negras. Como a referência não está nos dois, ela não é a característica em comum.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  5. Alternativa E: temática da religiosidade.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. O segundo texto cita uma oração na mala, mas o primeiro não trata de religiosidade; ele fala de escrita, memória e escravização. Como a menção é isolada em apenas um deles, não há a característica em comum.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

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Fonte e auditoria
Código INEP
167570
Código da prova
1550
Arquivo do PDF
2025_PV_impresso_D5_CD2.pdf