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Questão do ENEM 2025

Linguagens e Códigos · habilidade 26Reaplicação · Caderno Amarelo · Questão 33

Andar com fé Andá com fé eu vou Que a fé não costuma faiá Andá com fé eu vou Que a fé não costuma faiá Gravada por Gilberto Gil no seu LP Um banda um (WEA, 1982) (fragmento).

COMENTÁRIO: A fé e a “faia” — O uso do “faiá” é assumido com a intenção de legitimar uma forma popular contra a hegemonia do bem falar das elites. É uma homenagem ao linguajar caipira, ao modo popular mineiro, paulista, baiano — brasileiro, enfim — de falar “falhar” no interior. É quase como se a frase da canção não pudesse ser verdade se o verbo fosse pronunciado corretamente — o que seria um erro… Outro dia cometeram esse “deslize” na Bahia, ao utilizarem a expressão na promoção de uma campanha de cinto de segurança. Nos outdoors, saiu: “A fé não costuma falhar” (a propaganda associava o cinto à fitinha do Senhor do Bonfim). Eu deixei, mas achei a correção desnecessária.

GILBERTO GIL. Todas as letras. São Paulo: Cia. das Letras, 2022.

No comentário de Gilberto Gil sobre o uso de “faiá”, o compositor

  1. Alternativa A: critica o modo de falar das elites.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. O compositor afirma assumir a forma popular “contra a hegemonia do bem falar das elites”, mas isso é uma escolha de valorizar o falar popular, e não uma crítica ao modo de falar das elites. O foco do comentário é a defesa da forma popular.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  2. Alternativa B: problematiza a linguagem popular brasileira.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. Gilberto Gil não problematiza a linguagem popular; ele a homenageia, chamando o “faiá” de homenagem ao linguajar caipira e ao modo brasileiro de falar. A alternativa inverte a posição do compositor.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  3. Alternativa C: aponta o desvio da norma-padrão na peça publicitária.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. Ele diz ter achado a correção na propaganda “desnecessária”, o que mostra que não via desvio nenhum a ser apontado. Para ele, a forma “faiá” faz parte do sentido da canção, e não é um erro.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  4. Alternativa D: contesta o uso de letras de canção fora do cenário musical.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. O comentário não questiona o uso de letras de canção em outros espaços; apenas relata que a frase foi usada numa campanha de cinto de segurança e que a correção feita ali foi desnecessária. Não há contestação do uso fora do cenário musical.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  5. Alternativa E: defende a adequação da variedade não padrão na letra da canção. gabarito
    Justificativa

    Esta alternativa está correta. Gilberto Gil afirma que o “faiá” é assumido para legitimar uma forma popular e que a frase da canção quase não poderia ser verdadeira se o verbo fosse pronunciado “corretamente”. Ao considerar desnecessária a correção feita na propaganda, ele defende que a variedade não padrão é adequada à letra da canção.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

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Fonte e auditoria
Código INEP
167500
Código da prova
1550
Arquivo do PDF
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