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Questão do ENEM 2025

Linguagens e Códigos · habilidade 13Reaplicação · Caderno Amarelo · Questão 37

TEXTO I

Zabé da Loca tinha a leveza do sopro e a força do vento. Nasceu Isabel Marques da Silva, em 1925. As adversidades da vida, a pobreza e a miséria a obrigaram a viver por mais de 20 anos numa gruta, numa loca, como é dito em sua terra, a Paraíba. Virou Zabé da Loca, para abreviar. Não era muito de conversa, mas dava seu recado nas notas fortes de um pífano, instrumento tipicamente nordestino que a acompanhava desde os 6 anos de idade. Gravou disco, ganhou prêmios e até uma casa na cidade onde viveu, Monteiro, a 300 quilômetros da capital, João Pessoa. Incansável, criou em sua cidade um projeto no qual ensinou 80 crianças do sertão paraibano a espalharem melodias com a pequena flauta.

CORREIA FILHO, J. Sopro de resistência. Página 22, n. 50, mar. 2011. São Paulo: FGV (adaptado).

TEXTO II

Foto: Reprodução/TV Globo/Arquivo Disponível em: www.g1.globo.com. Acesso em: 30 out. 2025 (adaptado).

Zabé da Loca tornou-se uma referência artística e educacional para a cultura brasileira, o que é evidenciado pela

Figura 1 do item 158745
  1. Alternativa A: transferência de conhecimento musical autodidata para o ensino de instrumento de sopro. gabarito
    Justificativa

    Esta alternativa está correta. O texto I mostra que Zabé da Loca tocava o pífano desde os 6 anos, em condições de pobreza, vivendo numa gruta, e que mesmo assim criou um projeto em que ensinou 80 crianças a tocar a pequena flauta. A foto dela com o instrumento reforça o vínculo com o pífano. O saber que ela trazia da vivência é transmitido a outras pessoas, o que a torna referência artística e educacional.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  2. Alternativa B: valorização dos saberes formais na arte de tocar pífano na produção musical da artista.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. O texto descreve uma artista de origem humilde, que vivia numa gruta e tocava o pífano desde a infância, e não destaca formação escolar ou estudo formal. A referência dela vem da vivência e da transmissão do que sabia, e não da valorização de saberes formais.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  3. Alternativa C: salvaguarda do repertório da música formal por meio de um instrumento de sopro.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. O texto não trata de música formal nem de salvaguarda de repertório. Fala de uma artista que tocava o pífano, um instrumento típico do Nordeste, e ensinava crianças a tocar, sem relatar proteção de um repertório erudito.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  4. Alternativa D: sistematização de uma proposta educacional de ensino de instrumento musical.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. O texto fala de um projeto criado por ela para ensinar crianças, mas não descreve sistematização, como currículo, método ou organização formal de ensino. Chamar de sistematização é ir além do que o texto diz.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  5. Alternativa E: visibilidade alcançada ao se mudar para a cidade de Monteiro, na Paraíba.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. O texto cita a casa ganha na cidade de Monteiro, mas a visibilidade vem de gravar disco, ganhar prêmios e ensinar crianças. A mudança de endereço é consequência do reconhecimento e não explica a referência artística e educacional.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

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Fonte e auditoria
Código INEP
158745
Código da prova
1550
Arquivo do PDF
2025_PV_impresso_D5_CD2.pdf