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Questão do ENEM 2025

Linguagens e Códigos · habilidade 17Reaplicação · Caderno Amarelo · Questão 40

Competentemente iniciada e dedicada ao culto de Aziri Tobôci, agora Honorata começa a ver novos horizontes em sua vida. Tomada, agora, de um espírito de iniciativa incomum, totalmente diferente do torpor em que vivia, passa a cuidar mais da aparência, a vestir trajes mais alvos, a adornar-se com joias de ouro, mesmo baratas, a caprichar no ojá que lhe envolve graciosa e artisticamente a cabeça. A quase mendiga de antes é agora uma bela e perfumada baiana de tabuleiro, atraindo uma boa freguesia com seus acarajés, abarás, beijus, cuscuzes, bolinhos de tapioca... iguarias de fina e esmerada feitura.

Em pouco tempo, começa a ser, também, acreditada e requisitada como quituteira e banqueteira. A culinária baiana começa a chegar às mesas dos brancos abastados. Vatapá, caruru, xinxim, moqueca já não são comidas de escravo, de negro africano; os africanos são cada vez mais raros. [...]

E, assim como chega às mesas ricas, a Bahia já começa a chegar também ao teatro musicado. Então, as cômicas, no afã de personificarem, com perfeição, as negras minas das ruas, com sua altivez, elegância e insolência, vão bater à porta de Honorata, em busca dos mais rendados cabeções e batas, dos camisus mais sensuais, dos mais coloridos panos da costa, dos balangandãs, pulseiras e colares mais reluzentes.

LOPES, N. Mandingas da mulata velha na cidade nova. Rio de Janeiro: Língua Geral, 2009.

Na descrição da personagem, observa-se uma mudança de perfil que, de acordo com esse fragmento, reflete a

  1. Alternativa A: valorização das religiões de matrizes africanas.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. O texto narra a iniciação de Honorata e as mudanças em sua vida, mas não afirma que a sociedade passe a valorizar essas religiões. Quem a escolhe confunde a fé da personagem com reconhecimento social.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  2. Alternativa B: ancestralidade como fator de resgate da autoestima. gabarito
    Justificativa

    Esta alternativa está correta. Depois de iniciada no culto de Aziri Tobôci, Honorata deixa o torpor, passa a cuidar da aparência e a ganhar a vida como baiana de tabuleiro. A ligação com sua tradição de origem devolve a ela iniciativa e valorização de si.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  3. Alternativa C: representação de elementos da cultura africana na arte.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. A busca das cômicas por trajes e adornos, no teatro musicado, é consequência posterior e não explica a mudança do perfil da personagem. Quem a escolhe confunde o efeito exterior com o motivo da transformação.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  4. Alternativa D: incorporação da vestimenta tradicional no uso cotidiano.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. Honorata usa roupas alvas e adornos, mas o texto trata disso como parte de seu novo cuidado de si, e não de uma incorporação cotidiana de trajes tradicionais por toda a sociedade. Quem a escolhe toma o sintoma pela causa.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  5. Alternativa E: mudança na percepção da sociedade sobre os hábitos alimentares.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. A aceitação da culinária baiana pelas mesas abastadas é tratada no texto, mas como fato posterior ao próprio perfil de Honorata. Quem a escolhe usa uma consequência para explicar a mudança da personagem.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

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Fonte e auditoria
Código INEP
158715
Código da prova
1550
Arquivo do PDF
2025_PV_impresso_D5_CD2.pdf