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Questão do ENEM 2025

Linguagens e Códigos · habilidade 17Reaplicação · Caderno Amarelo · Questão 35

Quero brincar, meus amigos De ver beleza nas coisas.

Beleza no desatino No teu amor descuidado Beleza tanta beleza Na pobreza.

[...]

Quero brincar, meus amigos De ver beleza na morte.

Mais que na morte, na vida.

Tão doce morrer em vida Tão triste viver em vão.

Vamos brincar, meus amigos E de mãos dadas cantar Minha feliz invenção:

Beleza tanta beleza Em tudo que não se vê Beleza.

HILST, H. Da poesia. São Paulo: Cia. das Letras, 2017 (fragmento).

Em uma reflexão sobre a beleza na poesia e na vida, o eu lírico convida o leitor a

  1. Alternativa A: reconhecer a relatividade do belo. gabarito
    Justificativa

    Esta alternativa está correta. O eu lírico quer “ver beleza” onde ela normalmente não é reconhecida: no desatino, no amor descuidado, na pobreza, na morte e até “em tudo que não se vê”. Ao propor esse olhar, o poema mostra que a beleza não está fixada em certas coisas, mas depende de quem olha e de como olha. O convite ao leitor, portanto, é reconhecer que o belo é relativo.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  2. Alternativa B: superar desafios de uma vida monótona.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. O poema não fala de monotonia nem de desafios a superar; seu tema é a possibilidade de ver beleza em situações variadas, inclusive dolorosas. Quem escolhe esta opção lê a ideia de brincadeira como fuga do tédio, o que o texto não apresenta.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  3. Alternativa C: experimentar vivências lúdicas e coletivas.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. O poema convida, de fato, a brincar de mãos dadas com os amigos, mas a brincadeira é o meio, e o seu objeto é sempre “ver beleza nas coisas”. Como a questão pede o convite feito numa reflexão sobre a beleza, o ponto central é esse novo olhar sobre o belo, não a experiência lúdica e coletiva em si. Quem escolhe esta opção se prende ao verbo “brincar” e deixa de lado o que se brinca de fazer.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  4. Alternativa D: aceitar a contradição entre fantasia e realidade.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. O poema chama a proposta de “feliz invenção”, mas não opõe fantasia e realidade nem pede que se aceite uma contradição entre elas. O que ele faz é estender a beleza a coisas reais, como a pobreza e a morte. A palavra “invenção” pode sugerir esse confronto, mas o texto não o desenvolve.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  5. Alternativa E: recorrer ao belo como alternativa à tristeza da morte.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. O poema não usa a beleza para escapar da morte; ele vê beleza na própria morte e, mais ainda, na vida. A tristeza mencionada é a de “viver em vão”, não a da morte, que chega a ser chamada de doce. Quem escolhe esta opção supõe que a morte é o mal a ser compensado, o que o poema não afirma.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

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Fonte e auditoria
Código INEP
157674
Código da prova
1550
Arquivo do PDF
2025_PV_impresso_D5_CD2.pdf