TEXTO I
Em casa, Iberê menino traçava a memória da infância. A mãe, concentrada no coser das roupas, mal escutava o lápis de ponta grossa riscar a vida por baixo da mesa. Os carretéis sem linhas ficavam ali, amontoados de solidão. Quando perdiam sua razão de ser para a realidade da mãe, eles desenrolavam longos fios no ar do olhar menino de Iberê.
NEVES, A.; DIAS, C. Iberê Camargo: menino. São Paulo: DCL, 2007 (adaptado).
TEXTO II
CAMARGO, I. Carretéis 4. Serigrafia, 13,4 × 23,4 cm. Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre, 1959.
Disponível em: www.bolsadearte.com. Acesso em: 15 out. 2024.
A multiplicidade das formas, presente em Carretéis 4, de Iberê Camargo, sugere que
