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Questão do ENEM 2025

Linguagens e Códigos · habilidade 20Caderno Branco · Questão 33

Uruku Urucum Rocou ( Bixa orellana ) Moju, dono da água, não gosta do cheiro de urucum. Mani’ojarã, dono da mandioca, e os donos das outras plantas cultivadas também não. Eles não suportam. Por isso, os Wajãpi se untam de urucum, deixam o rosto vermelho e se perfumam com seu aroma agradável. Além disso, os seres agressores, os jarã (donos) e os espíritos terrestres, gostam do cheiro dos fluidos humanos, do sangue, do suor. Então, o urucum os dissimula, protegendo as pessoas que vão caçar, caminhar pela floresta, que estão sendo perturbadas por espíritos em sonhos ou que estão em resguardo, como os doentes. O seu uso é tão cotidiano que os Wajãpi o plantam na aldeia, para ter sempre pertinho. Como o urucum não tem jarã, não tem problema nenhum em arrancar e usar para pintar.

STRAPPAZZON, A. I.; SIGOLO, R. P. Jardins da história: medicinas indígenas. Recife: ObservaPICS, 2022.

Esse verbete contribui para a preservação do patrimônio linguístico nacional, pois apresenta uma

  1. Alternativa A: explicação de um rito medicinal do povo Wajãpi.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. O texto menciona proteção de doentes em resguardo, mas isso é apenas um dos usos do urucum; ele não explica um rito medicinal. O verbete trata de um vegetal e do que ele significa para o povo Wajãpi. Quem a escolhe dá peso excessivo a um detalhe.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  2. Alternativa B: definição de um termo na perspectiva ancestral indígena. gabarito
    Justificativa

    Esta alternativa está correta. O verbete define o urucum a partir da cosmologia Wajãpi: donos da água e das plantas não suportam seu cheiro, os espíritos gostam do cheiro humano e o urucum dissimula as pessoas, e a planta não tem dono, por isso pode ser arrancada. Ao registrar o termo com esse sentido ancestral, o texto preserva parte do patrimônio linguístico.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  3. Alternativa C: relação de equivalência entre vocábulos de diferentes línguas indígenas.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. O texto traz o nome em tupi, urucum, e o nome científico, mas não estabelece equivalência entre vocábulos de diferentes línguas indígenas. Quem a escolhe confunde a presença de várias denominações com comparação entre línguas.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  4. Alternativa D: atualização de saberes tradicionais dos povos indígenas brasileiros.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. O texto registra saberes tradicionais do povo Wajãpi como são, não os atualiza nem os modifica. Quem a escolhe confunde registro com renovação.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  5. Alternativa E: descrição das propriedades científicas de plantas silvestres.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. O verbete não descreve propriedades científicas da planta, mas explicações culturais e míticas sobre ela. O nome científico aparece só como identificação. Quem a escolhe toma a referência científica por descrição das propriedades da planta.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

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Fonte e auditoria
Código INEP
153420
Código da prova
1462
Arquivo do PDF
2025_PV_impresso_D1_CD3.pdf