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Questão do ENEM 2025

Linguagens e Códigos · habilidade 17Aplicação especial · Caderno Amarelo · Questão 23

Falavam-me sempre no perigo de subir à Favela. Nos seus terríveis valentes. Nos seus malandros que assaltam com a mesma facilidade com que se dá bom-dia.

O maior perigo que eu encontrei na Favela foi o risco, a cada passo, de despencar-me de lá de cima pela pedreira ou pelo morro abaixo.

Aquela gente, que não tem nada, dá uma profunda lição de alegria àqueles que têm tudo.

Sem higiene, sem conforto, naqueles pequeninos casebres [...], que se arriscam, a cada instante, a voar com o vento ou despencar-se lá de cima; aquela população de homens valentes — estivadores, carvoeiros, embarcadiços — e de mulheres anemiadas e fracas, e de crianças mal alimentadas e em trapos, cria porcos, bebe cachaça, toca cavaquinho e canta!...

COSTALLAT, B. Mistérios do Rio. Rio de Janeiro: Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Esportes, 1990.

Em 1924, quando foi publicada essa crônica, predominava uma visão estigmatizada e preconceituosa sobre as comunidades no Rio de Janeiro da Primeira República. Nesse trecho, essa percepção é

  1. Alternativa A: reforçada pelas ameaças enfrentadas na favela, habitada por valentes e malandros.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. O autor menciona o que lhe diziam sobre o perigo da favela (valentes e malandros), mas o texto desmente essa fama: o maior perigo que encontrou foi despencar do morro. A visão preconceituosa é, portanto, questionada, e não reforçada. Quem a escolhe toma o discurso que o autor cita como se fosse o dele.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  2. Alternativa B: atenuada por uma visão romântica sobre a comunidade, compreendida como festiva.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. A alegria dos moradores aparece, mas ao lado de sujeira, casebres frágeis, fraqueza e fome, o que impede uma visão apenas romântica. O texto não suaviza a pobreza com idealização. Quem a escolhe vê só um dos lados descritos.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  3. Alternativa C: ressignificada pela exposição do real perigo do morro, materializado pelo risco de queda.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. O risco de queda é descrito de forma quase irônica, em contraste com os perigos que se atribuíam à favela, e não como o perigo real que reconfigura a imagem do morro. O sentido do trecho vai além da questão do risco físico, pois inclui a lição de alegria dos moradores. Quem a escolhe fixa-se num só trecho.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  4. Alternativa D: relativizada por uma compreensão ambivalente do morro, constituído por mazelas e alegrias. gabarito
    Justificativa

    Esta alternativa está correta. O autor contesta a ideia de que a favela seja só perigo (o maior risco foi cair do morro) e mostra os moradores como gente sem higiene, sem conforto, mal alimentada, mas que cria porcos, toca cavaquinho e canta, dando 'lição de alegria'. A imagem estigmatizada é relativizada por uma visão que combina mazelas e alegrias.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  5. Alternativa E: enfatizada pela denúncia das más condições da vida local, marcada pela falta de higiene e conforto.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. O texto cita a falta de higiene e de conforto, mas não se limita a denunciar as más condições: também destaca a alegria e a coragem dos moradores e desmente o perigo atribuído ao lugar. Enfatizar a denúncia deixa de fora metade do que o trecho diz. Quem a escolhe lê apenas o parágrafo das carências.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

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Fonte e auditoria
Código INEP
153391
Código da prova
1530
Arquivo do PDF
2025_PV_impresso_D3_CD2.pdf