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Questão do ENEM 2020

Ciências Humanas · habilidade 23Caderno Amarelo · Questão 66

Desde o mundo antigo e sua filosofia, que o trabalho tem sido compreendido como expressão de vida e degradação, criação e infelicidade, atividade vital e escravidão, felicidade social e servidão. Trabalho e fadiga. Na Modernidade, sob o comando do mundo da mercadoria e do dinheiro, a prevalência do negócio (negar o ócio) veio sepultar o império do repouso, da folga e da preguiça, criando uma ética positiva do trabalho.

ANTUNES, R. O século XX e a era da degradação do trabalho. In: SILVA, J. P. (Org.). Por uma sociologia do século XX. São Paulo: Annablume, 2007 (adaptado).

O processo de ressignificação do trabalho nas sociedades modernas teve início a partir do surgimento de uma nova mentalidade, influenciada pela

  1. Alternativa A: reforma higienista, que combateu o caráter excessivo e insalubre do trabalho fabril.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. A reforma higienista, ligada à saúde pública e às condições das fábricas, busca limitar o excesso de trabalho, o que vai no sentido oposto da ética positiva do trabalho descrita no texto. Além disso, ela não explica o surgimento de uma nova mentalidade que valoriza o negócio e desvaloriza o ócio.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  2. Alternativa B: Reforma Protestante, que expressou a importância das atividades laborais no mundo secularizado. gabarito
    Justificativa

    Esta alternativa está correta. O texto afirma que, na Modernidade, o trabalho passou a ser visto de forma positiva e o ócio perdeu prestígio. Essa nova mentalidade tem raiz na Reforma Protestante, sobretudo no calvinismo, que tratava o trabalho disciplinado e o êxito material como sinais de vocação e de valor moral, dentro do próprio mundo secular. Assim, a ressignificação do trabalho nasce dessa influência religiosa.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  3. Alternativa C: força do sindicalismo, que emergiu no esteio do anarquismo reivindicando direitos trabalhistas.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. O sindicalismo e o anarquismo surgiram já com a industrialização, como reação às condições de trabalho, e reivindicavam direitos. Eles são consequência do mundo do trabalho moderno, não a origem da mentalidade que passou a valorizar o trabalho e a condenar o ócio.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  4. Alternativa D: participação das mulheres em movimentos sociais, defendendo o direito ao trabalho.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. A participação das mulheres em movimentos sociais pelo direito ao trabalho é fenômeno posterior e específico, que não explica a mudança geral de mentalidade sobre o valor do trabalho apontada no texto. Quem a escolhe confunde uma reivindicação social com a origem de uma ética.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  5. Alternativa E: visão do catolicismo, que, desde a Idade Média, defendia a dignidade do trabalho e do lucro.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. A tradição católica medieval mantinha uma visão reservada sobre o lucro e o enriquecimento, e valorizava o repouso e a contemplação. Por isso ela não explica a nova mentalidade que, segundo o texto, passou a rejeitar o ócio e a exaltar o negócio na Modernidade.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

Comentários do professor

  • O texto de Antunes descreve a passagem de uma visão do trabalho como fadiga e servidão para uma ética positiva do trabalho na Modernidade. Essa ressignificação é associada, na tradição weberiana, à Reforma Protestante, que valorizou a atividade laboral como vocação num mundo já secularizado — alternativa B.

    Conferido por Professora Demonstração em 04/11/2026, não é texto oficial do INEP.

Comentários de alunos

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Fonte e auditoria
Código INEP
15291
Código da prova
568
Arquivo do PDF
ENEM_2020_P1_CAD_02_DIA_1_AMARELO.pdf