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Questão do ENEM 2025

Linguagens e Códigos · habilidade 18Reaplicação · Caderno Amarelo · Questão 9

O cara que corta cabelo, inclusive, pode nos jogar os búzios, caso desejemos; pode, também, colocar a cerâmica da nossa casa, caso precisemos; e pode, ainda, pegar um cavaquinho e um microfone para nos mostrar o samba de verdade, caso o desconheçamos. É que ele sabe fazer várias coisas da vida, e está sempre a aprender coisas novas, não por boniteza, mas por precisão, como diria Guimarães Rosa. Ele está em construção, assim como eu, que tento concluir o ensino médio aos trinta e dois anos, também estou em construção. Na verdade, todos por aqui estão em construção. Não só todos, como tudo. Por todo lado o que vemos, o que mais se vê são casas de alvenaria erguidas até a metade. Mesmo paredes completas esperam reboco. Mesmo paredes rebocadas esperam pintura. Nada nunca está pronto. Ninguém nunca está pronto.

FALERO, J. Mas em que mundo tu vive?: crônicas. São Paulo: Todavia, 2021.

A estratégia utilizada pelo autor para desenvolver a temática desse texto é a

  1. Alternativa A: comparação das interações sociais com o cotidiano das pessoas.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. O texto não compara as interações sociais com o cotidiano; ele parte do cotidiano de um bairro (o cara que corta cabelo e faz muitas outras coisas) para falar de inacabamento. Falta um termo de comparação sobre interações sociais. Quem a escolhe generaliza demais a ideia de convívio presente no texto.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  2. Alternativa B: exaltação da habilidade de adaptação do trabalhador da periferia.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. O trabalhador que aprende coisas novas 'por precisão' aparece como exemplo, mas o texto não se organiza para exaltar a adaptação dele. O foco é a ideia de que todos e tudo estão em construção, inclusive o narrador. Quem a escolhe transforma um exemplo inicial na tese do texto.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  3. Alternativa C: construção de um paralelo entre os sujeitos e o espaço periférico urbano. gabarito
    Justificativa

    Esta alternativa está correta. O autor aproxima as pessoas, sempre aprendendo e em construção (o barbeiro polivalente, o próprio narrador que conclui o ensino médio aos trinta e dois anos), das casas de alvenaria erguidas até a metade, das paredes que esperam reboco e pintura. O inacabamento do espaço periférico espelha o das pessoas, o que sustenta a conclusão de que nada nem ninguém está pronto.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  4. Alternativa D: valorização do pensamento de um famoso escritor da literatura brasileira.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. A referência a Guimarães Rosa é uma menção rápida para justificar o aprendizado 'por precisão'; ela não organiza o texto nem é o centro do desenvolvimento. O restante do trecho trata de pessoas e casas. Quem a escolhe dá peso excessivo a uma citação pontual.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  5. Alternativa E: apresentação de problemas de urbanização em grandes cidades brasileiras.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. As casas inacabadas aparecem como imagem do estado de construção permanente das pessoas, e não como exposição de problemas de urbanização de grandes cidades. Não há análise de políticas urbanas nem de metrópoles brasileiras. Quem a escolhe lê a imagem concreta como tema do texto.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

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Fonte e auditoria
Código INEP
152713
Código da prova
1550
Arquivo do PDF
2025_PV_impresso_D5_CD2.pdf