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Questão do ENEM 2024

Linguagens e Códigos · habilidade 20Caderno Azul · Questão 12

A Língua da Tabatinga, falada na cidade de Bom Despacho, Minas Gerais, foi por muito tempo estigmatizada devido à sua origem e à própria classe social de seus falantes, pois, segundo uma pesquisadora, era falada por “meninos pobres vindos da Tabatinga ou de Cruz de Monte — ruas da periferia da cidade cujos habitantes sempre foram tidos por marginais”. Conhecida por antigos como a “língua dos engraxates”, pois muitos trabalhadores desse ofício conversavam nessa língua enquanto lustravam sapatos na praça da matriz, a Língua da Tabatinga era utilizada por negros escravizados como uma espécie de “língua secreta”, um código para trocarem informações de como conseguir alimentos, ou para planejar fugas de seus senhores sem risco de serem descobertos por eles.

De acordo com um documento do Iphan (2011), os falantes da língua apresentam uma forte consciência de sua relação com a descendência africana e da importância de preservar a “fala que os identifica na região”. Essa mudança de compreensão tangencia aspectos de pertencimento, pois, à medida que o falante da Língua da Tabatinga se identifica com a origem afro-brasileira, ele passa a ver essa língua como um legado recebido e tem o cuidado de transmiti-la para outras gerações. A concentração de falantes dessa língua está na faixa entre 21 e 60 anos de idade.

Disponível em: www.historiaeparcerias2019.rj.anpuh.org. Acesso em: 3 fev. 2024 (adaptado).

A Língua da Tabatinga tem sido preservada porque o(a)

  1. Alternativa A: seu registro passou da forma oral para a escrita.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. O texto não informa que a língua tenha passado da forma oral para a escrita. Ele diz que a preservação se liga ao modo como os falantes passaram a ver a língua.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  2. Alternativa B: classe social de seus usuários ganhou prestígio.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. O texto mostra que os falantes eram tidos por marginais; não diz que sua classe social tenha ganhado prestígio. A mudança está na valorização da língua pelos próprios falantes, não no prestígio social.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  3. Alternativa C: sua função inicial se manteve ao longo dos anos.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. A língua era um código secreto usado para trocar informações e planejar fugas, e hoje é vista como legado cultural. A função mudou, e é isso que ajuda a preservá-la.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  4. Alternativa D: sentimento de identidade linguística tem se consolidado. gabarito
    Justificativa

    Esta alternativa está correta. Segundo o documento citado, os falantes têm forte consciência da descendência africana e da importância de preservar a fala que os identifica. Ao se identificarem com a origem afro-brasileira, passam a ver a língua como legado e a transmiti-la. A preservação decorre do sentimento de identidade linguística que se consolida.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  5. Alternativa E: perfil etário de seus falantes tem se tornado homogêneo.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. O texto diz que os falantes estão sobretudo entre 21 e 60 anos, uma faixa ampla. Isso não é um perfil homogêneo e, de todo modo, não explicaria a preservação.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

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Fonte e auditoria
Código INEP
150766
Código da prova
1395
Arquivo do PDF
2024_PV_impresso_D1_CD1.pdf