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Questão do ENEM 2025

Linguagens e Códigos · habilidade 24Caderno Branco · Questão 23

Passando por aqui para lembrar algumas palavras, frases e expressões que nos infernizaram em 2023. Inclusive passando por aqui. Se você for proativo, vai achar que é o novo normal. Estarão na sua zona de conforto. Mas, se for reativo como eu, vai achar que é uma narrativa que precisa ser ressignificada.

É uma questão de empatia. É sobre entregar um discurso mais robusto e empoderado. Sei bem que não tenho lugar de fala para harmonizar certos pontos fora da curva e que preciso aplicar toda a minha resiliência para fazer um realinhamento. O nível de fitness está hoje num sarrafo muito alto.

O fato é que acho cringe essas falas fora da caixinha. Aliás, falar cringe já é meio cringe. Preciso usar a superação para me reinventar e entender que resenha não tem mais a ver com futebol, é qualquer papo, desde que latente.

Pensando bem, não é tão difícil. Frases feitas são aquelas que entram por um ouvido e saem pelo outro sem um estágio intermediário no cérebro. A boca fala por conta própria, dispensando-nos de pensar. E não tem problema nisso. Ou as ditas frases se incorporam à língua ou morrem e nascem outras. A língua é assim. Simples assim.

CASTRO, R. Disponível em: www1.folha.uol.com.br. Acesso em: 3 fev. 2024 (adaptado).

Nesse texto, a estratégia empregada para criticar a constante exposição a palavras, frases e expressões automatizadas é o(a)

  1. Alternativa A: menção feita à efemeridade de alguns usos linguísticos aleatórios.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. O texto comenta no último parágrafo que as frases feitas se incorporam à língua ou morrem, mas essa observação é um comentário geral, e não a estratégia que critica a exposição constante às expressões. A crítica é feita por outro procedimento.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  2. Alternativa B: subjetividade marcada pela reflexão que se desenvolve em primeira pessoa.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. O texto usa a primeira pessoa e emite opiniões, mas a subjetividade não é, por si, a estratégia que critica o automatismo das expressões. Quem a escolhe confunde o ponto de vista do narrador com o recurso que gera a crítica.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  3. Alternativa C: efeito estilístico da repetição intencional da palavra “assim” no último parágrafo.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. A repetição de “assim” no último parágrafo reforça a conclusão, mas é um recurso pontual e tardio. A crítica ao longo do texto se dá pelo uso das próprias expressões.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  4. Alternativa D: sedução sugerida pelo envolvimento direto do leitor marcado nos usos de “você” e “sua”.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. O texto emprega “você” e “sua”, mas isso apenas interpela o leitor; o objetivo do texto é satirizar as expressões automatizadas, e não seduzi-lo.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  5. Alternativa E: humor gerado pelo uso das estruturas linguísticas que são objeto da reflexão desenvolvida. gabarito
    Justificativa

    Esta alternativa está correta. O autor enche os parágrafos de expressões da moda, como “novo normal”, “zona de conforto”, “lugar de fala”, “cringe” e “fora da caixinha”, empilhadas em frases quase sem sentido. Esse uso das próprias estruturas criticadas gera humor e evidencia o automatismo dessas falas.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

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Fonte e auditoria
Código INEP
150643
Código da prova
1462
Arquivo do PDF
2025_PV_impresso_D1_CD3.pdf