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Questão do ENEM 2024

Ciências Humanas · habilidade 7Reaplicação · Caderno Azul · Questão 75

TEXTO I

No final da década de 1960, o criativo engenheiro Giorgio Rosa decide construir uma plataforma marítima, fincá-la a míseros metros além do limite do mar territorial italiano (portanto, já em “águas internacionais”, que, em tese, não pertencem a país algum), e proclamá-la uma nação independente, livre de regras e burocracias.

Logo, a exótica “ilha”, feita de tijolos e concreto sobre pilares de aço, que, na sua essência, traduzia o mais fiel significado da expressão de liberdade, virou uma espécie de Meca para os jovens daqueles acalorados anos de rebeldia social, e passou a ter cada vez mais movimento (além de pedidos de “cidadania”), o que incomodou demais o governo italiano, que decidiu agir com inesperado rigor.

Apesar dos seus ideais de “completa independência e liberdade”, Rosa nunca negou que sua ilha desempenharia, também, papel comercial e turístico, gerando dinheiro para os envolvidos — razão pela qual se resumia a um bar, um pequeno restaurante e uma lojinha de souvenires — que, por estarem fora da jurisdição da Itália, tampouco pagavam impostos.

Ilha das Rosas não foi destruída numa só investida da Marinha italiana. Ao contrário, foi preciso duas sequências de explosivos, ao longo de dois dias.

SOUZA, J. O que há de real na história do homem que construiu uma ilha e virou filme. Disponível em: https://historiasdomar.blogosfera.uol.com.br. Acesso em: 5 nov. 2021 (adaptado).

TEXTO II

Em 2 de setembro de 1967, Bates “tomou posse” de uma espécie de plataforma em pleno Mar do Norte, a cerca de sete milhas da costa inglesa e sem nenhum grão de terra firme, e declarou criado o Principado de Sealand. Em seguida, criou um hino, uma bandeira e passou a vender títulos de nobreza para quem quisesse virar cidadão da sua micronação, como forma de ganhar algum dinheiro.

Para Bates, o fato de a pequena fortaleza de Roughs Tower ficar sobre águas internacionais e ter sido abandonada pela Inglaterra a tornava sem dono e, portanto, passível de ser pleiteada por qualquer pessoa, dentro dos princípios jurídicos de terra nullius.

Obviamente, o governo inglês tentou reagir contra aquele absurdo. Mas a localização da plataforma, que havia sido construída de forma ilegal em águas internacionais, impedia uma ação mais efetiva. Mesmo assim, manobras militares inglesas nas proximidades tentaram intimidar os Bates. Mas eles não moveram os pés do “seu país” nem quando dois outros “invasores” tentaram conquistá-la à força.

SOUZA, J. A plataforma marítima que virou país. Disponível em: https://historiasdomar.com. Acesso em: 5 nov. 2021 (adaptado).

Nas histórias apresentadas, o exercício pleno da soberania nacional das plataformas mencionadas foi limitado pela ausência do seguinte fator:

  1. Alternativa A: Moeda própria.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. A ausência de moeda própria não impede o exercício da soberania de um Estado. O que se destaca nos textos é a reação das potências e a ausência de aceitação das micronações, e não a questão monetária.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  2. Alternativa B: População nativa.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. Embora as plataformas tivessem poucos habitantes, a limitação à soberania descrita nos textos vem da reação militar da Itália e da Inglaterra e da falta de aceitação do status de nação, e não da ausência de população nativa.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  3. Alternativa C: Legislação inclusiva.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. Os textos não discutem o conteúdo da legislação das plataformas. O problema não foi a inclusividade das leis, mas o fato de nenhum outro Estado considerá-las legítimas.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  4. Alternativa D: Mercado consumidor.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. A existência de mercado consumidor tem relação com o lucro dos negócios, citado no primeiro texto, e não com a soberania. O que impediu o exercício pleno da soberania foi a ação dos governos nacionais.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  5. Alternativa E: Reconhecimento externo. gabarito
    Justificativa

    Esta alternativa está correta. Em ambos os casos, os fundadores proclamaram uma nação, mas a Itália destruiu a ilha com explosivos e a Inglaterra tentou intimidar os Bates com manobras militares. Nenhum Estado reconheceu essas micronações, e sem reconhecimento externo a soberania não se efetiva.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

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Fonte e auditoria
Código INEP
141073
Código da prova
1343
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2024_PV_reaplicacao_PPL_D1_CD1.pdf