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Questão do ENEM 2023

Linguagens e Códigos · habilidade 24Caderno Rosa · Questão 31

No princípio era o verbo. A frase que abre o primeiro capítulo do Evangelho de João e remete à criação do mundo, assim como também faz o Gênesis, é a mais famosa da Bíblia.

A ideia de que o mundo é criado pela palavra, porém, é tão estruturante que está presente em outras religiões, para muito além das fundadas no cristianismo. Como humanos, a linguagem é o mundo que habitamos. Basta tentar imaginar um mundo em que não podemos usar palavras para dizer de nós e dos outros para compreender o que isso significa. Ou um mundo em que aquilo que você diz não é entendido pelo outro, e o que o outro diz não é entendido por você.

O que acontece então quando a palavra é destruída e, com ela, a linguagem?

Durante séculos, em diferentes sociedades e línguas, é importante lembrar, a linguagem serviu — e ainda serve — para manter privilégios de grupos de poder e deixar todos os outros de fora. Quem entende linguagem de advogados, juízes e promotores, linguagem de médicos, linguagem de burocratas, linguagem de cientistas? A maior parte da população foi submetida à violência de propositalmente ser impedida de compreender a linguagem daqueles que determinam seus destinos.

Se o princípio é o verbo, o fim pode ser o silenciamento. Mesmo que ele seja cheio de gritos entre aqueles que já não têm linguagem comum para compreender uns aos outros.

BRUM, E. Disponível em: https://brasil.elpais.com. Acesso em: 5 nov. 2021.

Nesse texto, a estratégia usada para convencer o leitor de que uma grande parcela da população não compreende a linguagem daqueles que detêm o poder foi

  1. Alternativa A: revelar a origem religiosa da linguagem.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. A origem religiosa da linguagem aparece na abertura do texto, mas não é a estratégia usada para convencer o leitor de que a maioria não entende a linguagem dos que detêm o poder.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  2. Alternativa B: questionar o temor sobre o futuro da linguagem.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. O texto não questiona o temor sobre o futuro da linguagem; ele alerta para o risco de silenciamento quando a linguagem comum se perde. A postura é de advertência, e não de questionamento do medo.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  3. Alternativa C: descrever a relação entre sociedade e linguagem.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. Descrever a relação entre sociedade e linguagem é uma ideia ampla demais. A estratégia específica para sustentar a incompreensão é mostrar exemplos concretos de linguagens especializadas.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  4. Alternativa D: apresentar as consequências do esfacelamento da linguagem.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. As consequências do esfacelamento da linguagem aparecem no início e no fim do texto, mas não servem para convencer de que o povo não entende a linguagem do poder. O argumento central é outro.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  5. Alternativa E: criticar o obstáculo promovido pelos usos especializados da linguagem. gabarito
    Justificativa

    Esta alternativa está correta. O texto lista a linguagem de advogados, juízes, promotores, médicos, burocratas e cientistas e pergunta “Quem entende...?”. Mostra, assim, que usos especializados da linguagem mantêm privilégios e impedem a maioria de compreender quem decide seus destinos, o que o autor critica como uma violência.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

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Fonte e auditoria
Código INEP
140869
Código da prova
1205
Arquivo do PDF
ENEM_2023_P1_CAD_04_DIA_1_ROSA_AMPLIADA.pdf