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Questão do ENEM 2023

Linguagens e Códigos · habilidade 16Reaplicação · Caderno Amarelo · Questão 25

Da calma e do silêncio Quando eu morder a palavra, por favor, não me apressem, quero mascar, rasgar entre os dentes, a pele, os ossos, o tutano do verbo, para assim versejar o âmago das coisas...

[...]

Quando meus pés abrandarem na marcha, por favor, não me forcem.

Caminhar para quê?

Deixem-me quedar, deixem-me quieta, na aparente inércia.

Nem todo viandante anda estradas, há mundos submersos, que só o silêncio da poesia penetra.

EVARISTO, C. Poemas de recordação e outros movimentos. Rio de Janeiro: Malê, 2021 (fragmento).

Na reflexão sobre motivos e soluções do trabalho com a palavra, o eu lírico defende que a poesia

  1. Alternativa A: reflete as limitações inerentes à sua matéria-prima.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. O eu lírico não fala de limitações da palavra; ao contrário, quer mastigá-la até o tutano para versejar o âmago das coisas, o que valoriza o potencial dela. Quem a escolhe vê o esforço de mastigar como sinal de limite.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  2. Alternativa B: é um produto relacionado ao sentimento de angústia.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. O poema pede calma e silêncio, mas não associa a poesia à angústia. A lentidão é apresentada como condição de criação, e não como sofrimento. Quem a escolhe confunde o desejo de pausa com sentimento negativo.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  3. Alternativa C: exige o engajamento social para a sua plena realização.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. O eu lírico pede para ser deixado quieto, na aparente inércia, e fala de mundos submersos que só o silêncio da poesia penetra. Não há apelo a engajamento social. Quem a escolhe toma o pedido de não ser pressionada como crítica social.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  4. Alternativa D: requer um tempo próprio de amadurecimento e plenitude. gabarito
    Justificativa

    Esta alternativa está correta. O eu lírico pede que não o apressem ao morder a palavra e que não o forcem quando seus pés abrandarem. Diz que quer mascar o verbo para versejar o âmago das coisas e que há mundos que só o silêncio da poesia alcança. A poesia, portanto, exige tempo próprio de amadurecimento.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  5. Alternativa E: deve desvincular-se de questões de inspiração metafísica.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. Ao falar de mundos submersos e de ir ao âmago das coisas, o poema indica busca por dimensões profundas, e não afastamento delas. Quem a escolhe lê a defesa da calma como recusa do transcendente.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

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Fonte e auditoria
Código INEP
140806
Código da prova
1286
Arquivo do PDF
ENEM_2023_P2_CAD_4_DIA_1_ROSA.pdf