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Questão do ENEM 2020

Linguagens e Códigos · habilidade 15Digital · Caderno Rosa · Questão 37

Ponto morto A minha primeira mulher se divorciou do terceiro marido.

A minha segunda mulher acabou casando com a melhor amiga dela.

A terceira (seria a quarta?)

detesta os filhos do meu primeiro casamento.

Estes, por sua vez, não suportam os filhos do terceiro casamento da minha primeira mulher.

Confesso que guardo afeto pelas minhas ex-sogras.

Estava sozinho quando um dos meus filhos acenou para mim no meio do engarrafamento.

A memória demorou para engatar seu nome.

Por segundos, a vida parou em ponto morto.

No poema, a singularidade da situação representada é efeito da correlação entre

  1. Alternativa A: a dissipação das identidades e a circulação de sujeitos anônimos.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. O poema não trata de identidades que se dissipam nem de sujeitos anônimos: o eu lírico nomeia vínculos precisos (as ex-mulheres, os filhos de cada casamento, as ex-sogras). O estranhamento nasce de conhecer muito bem essas pessoas e, ainda assim, demorar a lembrar o nome do filho.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  2. Alternativa B: as relações familiares e a dinâmica da vida no espaço urbano. gabarito
    Justificativa

    Esta alternativa está correta. O poema enumera relações familiares embaralhadas (casamentos desfeitos, filhos de uniões diferentes que não se toleram) e as situa no trânsito, no meio do engarrafamento, onde o filho acena. A memória que demora a “engatar” e a vida em “ponto morto” usam a linguagem do trânsito para falar da família. A singularidade vem justamente dessa correlação entre vínculos complexos e ritmo da vida urbana.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  3. Alternativa C: a constatação da incomunicabilidade e a solidão humana.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. Há comunicação no poema: o filho acena e o eu lírico o reconhece, apenas com atraso. A palavra “sozinho” descreve a situação no carro, e não uma constatação de que as pessoas não conseguem se comunicar. Quem escolhe esta ideia generaliza um detalhe do texto.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  4. Alternativa D: o trânsito caótico e o impedimento à expressão afetiva.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. O engarrafamento aparece, mas não impede a expressão afetiva: o eu lírico confessa afeto pelas ex-sogras e o filho acena para ele. O lapso de memória decorre da complexidade das relações familiares, e a alternativa isola o trânsito sem relacioná-lo a elas.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  5. Alternativa E: os lugares de parentesco e o estranhamento social.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. Os laços de parentesco estão no poema, mas o estranhamento é íntimo e momentâneo, não social. A alternativa também ignora o espaço urbano, o engarrafamento e as metáforas do trânsito, que, correlacionados à família, dão ao poema a singularidade pedida.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

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Fonte e auditoria
Código INEP
13875
Código da prova
694
Arquivo do PDF
ENEM_2020_DIGITAL_CAD_04_DIA_1_ROSA_INGLES.pdf