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Questão do ENEM 2020

Linguagens e Códigos · habilidade 23Digital · Caderno Rosa · Questão 23

O gramático tem uma percepção muito estrita da língua. Ele se vê como alguém que tem de defender a língua da mudança. O problema é que eles, ao se esforçarem para que as pessoas obedeçam às normas da língua, não viram que estavam dando um cala-boca no cidadão brasileiro. Como se dissessem: “Tem de falar e escrever de acordo com as regras. Não fale errado!”. E as pessoas, com medo de não conseguir, falam e escrevem pouco. O dono da língua é o falante, não o gramático. Aprendemos com o falante a língua como ele fala e procuramos saber por que está falando de um jeito ou de outro. Dizer que está falando errado não é uma atitude científica, de descoberta. A linguística substituiu o cala-boca ao prazer da descoberta científica. Foi só com a linguística que se ampliou o olhar e se passou a considerar que qualquer assunto é digno de estudo.

Entrevista de Ataliba de Castilho. Pesquisa Fapesp, n. 259, set. 2017 (adaptado).

Com base na tese defendida na conclusão do texto, infere-se a intenção do autor de

  1. Alternativa A: atribuir à gramática os desvios do português brasileiro.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. O entrevistado não atribui desvios do português à gramática. Ele critica a postura do gramático, que reprime o falante ao dizer que fala errado, e não trata de desvios.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  2. Alternativa B: defender uma atitude política diante das regras da língua.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. O texto não propõe uma atitude política diante das regras. Ele contrasta uma atitude científica, de descoberta, com uma atitude normativa, de correção.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  3. Alternativa C: contrapor o trabalho do linguista às prescrições gramaticais. gabarito
    Justificativa

    Esta alternativa está correta. Na conclusão, o autor diz que a linguística substituiu o “cala-boca” pelo prazer da descoberta científica. Ele opõe o trabalho do linguista, que observa como o falante fala e procura saber por quê, às prescrições do gramático, que manda falar e escrever segundo as regras.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  4. Alternativa D: contribuir para reverter a escassez de produções textuais no país.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. O texto menciona que as pessoas escrevem pouco por medo de errar, mas isso é uma consequência apontada da postura normativa. A intenção do autor não é reverter uma escassez de produções textuais.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  5. Alternativa E: isentar o falante da responsabilidade de seguir as normas linguísticas.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. Afirmar que o dono da língua é o falante não significa livrá-lo de seguir normas. O texto critica o ato de dizer que alguém fala errado, sem negar a existência das normas.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

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Fonte e auditoria
Código INEP
13484
Código da prova
694
Arquivo do PDF
ENEM_2020_DIGITAL_CAD_04_DIA_1_ROSA_INGLES.pdf