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Questão do ENEM 2024

Ciências da Natureza · habilidade 20Reaplicação · Caderno Azul · Questão 115

Os satélites em órbitas geoestacionárias ocupam uma posição fixa em relação à superfície da Terra e, por isso, podem ser usados como sistemas de comunicação. Pela limitação de espaço, o número de satélites que podem ser posicionados numa órbita é finito. O lançamento de um satélite geoestacionário envolve três etapas:

• Lança-se o satélite da base terrestre até uma órbita circular próxima (órbita R1R_1). • No estágio de propulsão, aplica-se um impulso tangencial à trajetória no ponto A, mudando-se para uma órbita elíptica até o satélite atingir o ponto B, que coincide com o raio de sua órbita geoestacionária. • No ponto B, efetua-se uma mudança para a órbita circular R2R_2, aplicando-se um impulso tangente à trajetória.

Identificando a órbita interna como R1R_1, a órbita geoestacionária como R2R_2 e a órbita elíptica como E, as energias mecânicas do satélite nas três órbitas são identificadas, respectivamente, como E1E_1, E2E_2 e EEE_{\mathrm{E}}.

BEER, F. P. et al. Vector Mechanics: Static and Dynamic. Nova York: McGraw-Hill, 2009.

A relação de comparação entre as energias mecânicas do satélite nas três órbitas é

Figura 1 do item 126577
  1. Alternativa A: E2>EE>E1E_2 > E_{\mathrm{E}} > E_1. gabarito
    Justificativa

    Esta alternativa está correta. Em órbita circular, a energia mecânica do satélite vale E=−GMm2rE = -\frac{GMm}{2r}, que cresce, ficando menos negativa, quando o raio aumenta; como R2>R1R_2 > R_1, tem-se E2>E1E_2 > E_1. A órbita elíptica tem energia −GMm2a-\frac{GMm}{2a}, com semieixo maior aa entre R1R_1 e R2R_2, logo E1<EE<E2E_1 < E_{\mathrm{E}} < E_2. Isso condiz com os impulsos tangenciais, que fornecem energia ao satélite a cada mudança de órbita.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  2. Alternativa B: E2<EE<E1E_2 < E_{\mathrm{E}} < E_1.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. Ela inverte a ordem das energias: a energia mecânica de um satélite aumenta com o raio da órbita, de modo que a órbita menor tem a menor energia. Para passar da órbita interna à externa o satélite recebe energia pelos impulsos, e não a perde.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  3. Alternativa C: E1=EE<E2E_1 = E_{\mathrm{E}} < E_2.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. Ela diz que a órbita interna e a elíptica têm a mesma energia, mas o impulso tangencial aplicado na saída da órbita interna aumenta a energia mecânica do satélite, de modo que a órbita elíptica tem energia maior que a circular interna.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  4. Alternativa D: E1<EE=E2E_1 < E_{\mathrm{E}} = E_2.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. Ela diz que a órbita elíptica e a geoestacionária têm a mesma energia, mas na órbita externa é aplicado outro impulso tangencial para circularizar o movimento, e esse impulso fornece energia. Por isso a energia na órbita circular externa é maior que na elíptica.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  5. Alternativa E: E1>EE=E2E_1 > E_{\mathrm{E}} = E_2.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. Ela atribui a maior energia à órbita interna, o que contraria o fato de que são necessários impulsos, que aumentam a energia, para chegar a raios maiores. A órbita interna é a de menor energia mecânica, e não a de maior.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

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Fonte e auditoria
Código INEP
126577
Código da prova
1333
Arquivo do PDF
2024_PV_reaplicacao_PPL_D2_CD7.pdf