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Questão do ENEM 2025

Ciências Humanas · habilidade 3Reaplicação · Caderno Azul · Questão 84

Essa ideia levou-o a estudar os costumes tupinambás... Desde dez dias que se entregara a essa árdua tarefa, quando (era domingo) lhe bateram à porta, em meio de seu trabalho. Abriu, mas não apertou a mão. Desandou a chorar, a berrar, a arrancar os cabelos, como se tivesse perdido a mulher ou um filho. A irmã correu lá de dentro, o Anastácio também, e o compadre e a filha, pois eram eles, ficaram estupefatos no limiar da porta.

— Mas que é isso, compadre?

— Que é isso, Policarpo?

— Mas, meu padrinho...

Ele ainda chorou um pouco. Enxugou as lágrimas e, depois, explicou com a maior naturalidade:

— Eis aí! Vocês não têm a mínima noção das coisas da nossa terra. Queriam que eu apertasse a mão... Isto não é nosso! Nosso cumprimento é chorar quando encontramos os amigos, era assim que faziam os tupinambás.

BARRETO, L. Triste fim de Policarpo Quaresma. São Paulo: Ática, 1998.

O diálogo descrito no texto remete aos costumes do(a)

  1. Alternativa A: proselitismo judaico.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. O texto não menciona judeus nem prática de converter pessoas. O personagem recusa o aperto de mão por considerá-lo estrangeiro e adota o choro como cumprimento dos tupinambás.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  2. Alternativa B: experiência artística.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. Embora a cena seja literária, o choro não é apresentado como encenação artística, e sim como costume que o personagem defende como autenticamente nacional. Quem a escolhe confunde o gênero do texto com o costume que ele descreve.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  3. Alternativa C: religiosidade católica.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. Nada no diálogo remete a práticas do catolicismo; o personagem justifica o choro dizendo que era assim que faziam os tupinambás. Quem a escolhe liga o choro, por associação, a rituais religiosos.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  4. Alternativa D: comportamento vulgar.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. O texto não trata de grosseria nem de vulgaridade; o personagem fala com naturalidade e com convicção sobre um costume que considera legítimo. Quem a escolhe julga o comportamento pelo estranhamento dos outros personagens.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  5. Alternativa E: racionalidade indígena. gabarito
    Justificativa

    Esta alternativa está correta. Policarpo chora ao receber os amigos e explica que o aperto de mão não é nosso e que o cumprimento era chorar, como faziam os tupinambás. O diálogo remete, portanto, a um costume de matriz indígena, que ele valoriza como identidade própria.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

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Fonte e auditoria
Código INEP
125777
Código da prova
1539
Arquivo do PDF
2025_PV_impresso_D5_CD1.pdf