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Questão do ENEM 2021

Linguagens e Códigos · habilidade 3Caderno Azul · Questão 14

A crise dos refugiados imortalizada para sempre no fundo do mar TAYLOR, J. C. A balsa de Lampedusa. Instalação.

Museu Atlântico, Lanzarote, Canárias, 2016 (detalhe).

A balsa de Lampedusa, nome da obra do artista britânico Jason de Caires Taylor, é uma das instalações criadas por ele para compor o acervo do primeiro museu submarino da Europa, o Museu Atlântico, localizado em Lanzarote, uma das ilhas do arquipélago das Canárias.

Lampedusa é o nome da ilha italiana onde a grande maioria dos refugiados que saem da África ou de países como Síria, Líbano e Iraque tenta chegar para conseguir asilo no continente europeu.

As esculturas do Museu Atlântico ficam a 14 metros de profundidade nas águas cristalinas de Lanzarote.

Na balsa, estão dez pessoas. Todas têm no rosto a expressão do abandono. Entre elas, há algumas crianças. Uma delas, uma menina debruçada sobre a beira do bote, olha sem esperança o horizonte. A imagem é tão forte que dispensa qualquer palavra. Exatamente o papel da arte.

Disponível em: http://conexaoplaneta.com.br. Acesso em: 22 jun. 2019 (adaptado).

Além de apresentar ao público a obra A balsa de Lampedusa, essa reportagem cumpre, paralelamente, a função de chamar a atenção para

Figura 1 do item 120342
  1. Alternativa A: a ilha de Lanzarote, localizada no arquipélago das Canárias, com vocação para o turismo.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. A ilha de Lanzarote aparece só para situar o museu, e o texto não fala em turismo. A reportagem se concentra na obra e no drama dos refugiados, não na vocação turística do lugar.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  2. Alternativa B: as muitas vidas perdidas nas travessias marítimas em embarcações precárias ao longo dos séculos.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. O texto trata de travessias recentes de refugiados que tentam chegar à Europa, a partir da ilha de Lampedusa, e não de mortes ocorridas ao longo dos séculos. Quem a escolhe amplia a época e acrescenta um dado ausente no texto.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  3. Alternativa C: a inovação relativa à construção de um museu no fundo do mar, que só pode ser visitado por mergulhadores.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. A inovação do museu submarino é citada, mas como informação sobre a obra. O texto não afirma que só mergulhadores visitam o museu e não faz disso o foco da reportagem.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  4. Alternativa D: a construção do museu submarino como um memorial para as centenas de imigrantes mortos nas travessias pelo mar.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. O texto não diz que o museu seja um memorial nem fala em centenas de mortos; ele apresenta uma obra específica e a crise dos refugiados. A alternativa acrescenta dados que não estão no texto.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  5. Alternativa E: a arte como perpetuadora de episódios marcantes da humanidade que têm de ser relembrados para que não tornem a acontecer. gabarito
    Justificativa

    Esta alternativa está correta. A reportagem fala em crise dos refugiados “imortalizada” no fundo do mar e afirma que a imagem é tão forte que dispensa palavras, “exatamente o papel da arte”. Assim, além de apresentar a obra, o texto chama a atenção para a arte como forma de perpetuar episódios marcantes que precisam ser lembrados.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

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Fonte e auditoria
Código INEP
120342
Código da prova
889
Arquivo do PDF
ENEM_2021_P1_CAD_01_DIA_1_AZUL.pdf