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Questão do ENEM 2021

Linguagens e Códigos · habilidade 27Reaplicação · Caderno Azul · Questão 9

As ruas de calçamento irregular feito com pedras pé de moleque e o casario colonial do centro histórico de Paraty, município ao sul do estado do Rio de Janeiro, foram palco de uma polêmica encerrada há pouco mais de dez anos: o nome da cidade deveria ser escrito com “y” ou com “i”?

Tudo começou após mudanças nas regras ortográficas da língua portuguesa no Brasil terem determinado a substituição do “y” por “i” em palavras como “Paraty”, que então passou a figurar nos mapas como “Parati”. Revoltados com a alteração, os paratienses se mobilizaram para que o “y” retornasse ao seu devido lugar na grafia do nome da cidade, o que só ocorreu depois da aprovação de uma lei pela Câmara de Vereadores, em 2007.

No caso de “Paraty”, uma das argumentações em favor do uso do “y” teve por base a origem indígena da palavra. “Foi percebido que existem várias tonalidades para a pronúncia do ‘i’ para os indígenas. E cada uma delas tem um significado diferente. O ‘y’ é mais próximo à pronúncia que eles usavam para significar algo no território. É como se fosse ‘Paratii’, que significa água que corre. Aí o linguista achou por bem utilizar o ‘y’ para representar essa pronúncia, o ‘i’ longo, o ‘i’ dobrado”, esclarece uma técnica da coordenação de cartografia do IBGE. BENEDICTO, M.; LOSCHI, M. Nomes geográficos. Retratos: a revista do IBGE, fev. 2019.

A resolução da polêmica, com a permanência da grafia da palavra “Paraty”, revela que a normatização da língua portuguesa foi desconsiderada por

  1. Alternativa A: conveniência político-partidária.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. A lei da Câmara de Vereadores foi o instrumento usado para restabelecer o “y”, mas o texto apresenta como motivo a mobilização dos moradores e a origem indígena do nome, não interesses de partido. Quem a escolhe confunde o meio legal com a causa da decisão.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  2. Alternativa B: motivação de natureza estética e lúdica.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. O texto não trata de beleza da grafia nem de brincadeira: o “y” foi defendido por representar o “i” longo da pronúncia indígena, um argumento histórico e cultural. Quem a escolhe toma a referência à sonoridade como se fosse um gosto estético.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  3. Alternativa C: força da tradição e do sentimento de pertença. gabarito
    Justificativa

    Esta alternativa está correta. A norma ortográfica havia trocado o “y” por “i”, mas os paratienses, revoltados, se mobilizaram para manter a grafia ligada à origem indígena do nome e à identidade da cidade. Assim, a permanência de “Paraty” mostra que a tradição e o sentimento de pertença prevaleceram sobre a regra geral.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  4. Alternativa D: convenção ortográfica de alcance geral.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. A convenção ortográfica de alcance geral é justamente o que foi desconsiderado, pois ela determinava o uso do “i”. Quem a escolhe confunde aquilo que foi deixado de lado com aquilo que explica a decisão.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  5. Alternativa E: necessidade de sistematização dos usos da língua.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. Sistematizar os usos da língua é o objetivo da reforma ortográfica, que levou à grafia “Parati”. A manutenção do “y” abre uma exceção a essa sistematização, e não a atende; por isso a ideia não explica o desrespeito à norma.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

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Fonte e auditoria
Código INEP
120174
Código da prova
969
Arquivo do PDF
ENEM_2021_P2_CAD_01_DIA_1_AZUL.pdf