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Questão do ENEM 2023

Linguagens e Códigos · habilidade 30Caderno Rosa · Questão 37

As cinzas do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, consumido pelas chamas no mês de setembro de 2018, são mais do que restos de fósseis, cerâmicas e espécimes raros. O museu abrigava, entre mais de 20 milhões de peças, os esqueletos com as respostas para perguntas que ainda não haviam sido respondidas — ou sequer feitas — por pesquisadores brasileiros.

E o incêndio pode ter calado para sempre palavras e cantos indígenas ancestrais, de línguas que não existem mais no mundo.

O acervo do local continha gravações de conversas, cantos e rituais de dezenas de sociedades indígenas, muitas feitas durante a década de 1960 com antigos gravadores de rolo e que ainda não haviam sido digitalizadas. Alguns dos registros abordavam línguas já extintas, sem falantes originais ainda vivos. “A esperança é que outras instituições tenham registros dessas línguas”, diz a linguista Marilia Facó Soares. A pesquisadora, que trabalha com os índios Tikuna, o maior grupo da Amazônia brasileira, crê ter perdido parte de seu material.

“Terei que fazer novas viagens de campo para recompor meus arquivos. Mas obviamente não dá para recuperar a fala de nativos já falecidos, geralmente os mais idosos”, lamenta.

Disponível em: https://brasil.elpais.com. Acesso em: 10 dez. 2018 (adaptado).

A perda dos registros linguísticos no incêndio do Museu Nacional tem impacto potencializado, uma vez que

  1. Alternativa A: exige a retomada das pesquisas por especialistas de diferentes áreas.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. A retomada das pesquisas é uma consequência prática do incêndio, citada pela linguista que precisará refazer viagens de campo. Mas isso não explica por que o impacto é potencializado; o agravante é a impossibilidade de recuperar o que foi perdido.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  2. Alternativa B: representa danos irreparáveis à memória e à identidade nacionais. gabarito
    Justificativa

    Esta alternativa está correta. O texto informa que o acervo guardava gravações de línguas já extintas, sem falantes originais vivos, e que não se pode recuperar a fala de nativos já falecidos. Como esses registros não podem ser refeitos, a perda é irreparável e atinge a memória e a identidade do país, que tem nessas culturas parte de sua história.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  3. Alternativa C: impossibilita o surgimento de novas pesquisas na área.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. O texto não diz que novas pesquisas deixam de ser possíveis; a pesquisadora afirma que fará novas viagens de campo. O que se perdeu foi parte do material já coletado, não a possibilidade de estudar a área.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  4. Alternativa D: resulta na extinção da cultura de povos originários.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. A perda dos registros é grave, mas o texto não diz que a cultura dos povos indígenas acabou; apenas que línguas já extintas deixaram de ter registro. Afirmar a extinção da cultura de povos inteiros é um exagero.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  5. Alternativa E: inviabiliza o estudo da língua do povo Tikuna.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. A linguista que trabalha com os Tikuna diz ter perdido parte do material e que fará novas viagens para recompor seus arquivos. Portanto o estudo da língua do povo Tikuna continua possível.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

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Fonte e auditoria
Código INEP
118195
Código da prova
1205
Arquivo do PDF
ENEM_2023_P1_CAD_04_DIA_1_ROSA_AMPLIADA.pdf