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Questão do ENEM 2020

Linguagens e Códigos · habilidade 14Digital · Caderno Rosa · Questão 19

TEXTO I

Cinema Novo

O filme quis dizer: “Eu sou o samba” A voz do morro rasgou a tela do cinema E começaram a se configurar Visões das coisas grandes e pequenas Que nos formaram e estão a nos formar Todas e muitas: Deus e o diabo, vidas secas, os fuzis, Os cafajestes, o padre e a moça, a grande feira, o desafio Outras conversas, outras conversas sobre os jeitos do Brasil

VELOSO, C.; GIL, G. In: Tropicália 2. Rio de Janeiro: Polygram, 1993 (fragmento).

TEXTO II

O cinema brasileiro partiu da consciência do subdesenvolvimento e da necessidade de superá-lo de maneira total, em sentido estético, filosófico, econômico: superar o subdesenvolvimento com os meios do subdesenvolvimento. Tropicalismo é o nome dessa operação; por isso existe um cinema antes e depois do Tropicalismo. Agora nós não temos mais medo de afrontar a realidade brasileira, a nossa realidade, em todos os sentidos e a todas as profundidades.

ROCHA, G. Tropicalismo, antropologia, mito, ideograma. In: Revolução do Cinema Novo. Rio de Janeiro: Alhambra; Embrafilme, 1981 (adaptado).

Uma das aspirações do Cinema Novo, movimento cinematográfico brasileiro dos anos 1960, incorporadas pela letra da canção e detectáveis no texto de Glauber Rocha, está na

  1. Alternativa A: retomada das aspirações antropofágicas pela prática intertextual.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. A antropofagia modernista não aparece nos textos, e o Cinema Novo é situado como anterior ao Tropicalismo, que o texto de Glauber Rocha apresenta como marco de mudança. A ideia de retomada intertextual não é o ponto comum entre os dois.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  2. Alternativa B: problematização do conceito de arte provocada pela geração tropicalista.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. O texto de Glauber Rocha trata do cinema e da consciência do subdesenvolvimento, e não de um questionamento do conceito de arte. A letra, por sua vez, fala do cinema e do Brasil, não de uma ruptura com a noção de arte.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  3. Alternativa C: materialização do passado como instrumento de percepção do contemporâneo.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. Nenhum dos textos propõe usar o passado como instrumento para compreender o presente. Ambos tratam de enfrentar a realidade brasileira do momento.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  4. Alternativa D: síntese da cultura popular em sintonia com as manifestações artísticas da época.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. A letra cita a voz do morro e o samba, mas o texto de Glauber Rocha não fala de síntese da cultura popular em sintonia com as artes da época. Ele fala de superar o subdesenvolvimento enfrentando a realidade.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  5. Alternativa E: formulação de uma identidade brasileira calcada na tradição cultural e na crítica social. gabarito
    Justificativa

    Esta alternativa está correta. A letra diz que o filme quis ser o samba, com a voz do morro na tela, e lista filmes que mostram os jeitos do Brasil. Glauber Rocha fala de afrontar a realidade brasileira e superar o subdesenvolvimento. Os dois textos apontam para uma identidade brasileira baseada na cultura do povo e na crítica social.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

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Fonte e auditoria
Código INEP
112126
Código da prova
694
Arquivo do PDF
ENEM_2020_DIGITAL_CAD_04_DIA_1_ROSA_INGLES.pdf