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Questão do ENEM 2020

Linguagens e Códigos · habilidade 20Digital · Caderno Rosa · Questão 7

TEXTO I

A planta de Belo Horizonte Foi muito grande o contraste entre a nova capital e as antigas vilas coloniais mineiras, nascidas das necessidades das populações do século XVIII, que se desenvolveram sem nenhum planejamento. A futura capital seria inovadora, moderna e progressista. Assim, o projeto urbanístico que o engenheiro paraense Aarão Reis elaborou para Belo Horizonte causou curiosidade e entusiasmo.

É digno de atenção observar os nomes que foram dados às ruas de Belo Horizonte: estados brasileiros, tribos indígenas, rios etc. Mencioná-los era uma verdadeira aula de estudos sociais. Era, inclusive, uma forma de ensinar a população, ainda carente de ensino formal.

Disponível em: www.descubraminas.com.br. Acesso em: 9 dez. 2017 (adaptado).

TEXTO II

Ruas da cidade Guaicurus, Caetés, Goitacazes Tupinambás, Aimorés Todos no chão Guajajaras, Tamoios, Tapuias Todos Timbiras, Tupis Todos no chão A parede das ruas não devolveu Os abismos que se rolou Horizonte perdido no meio da selva Cresceu o arraial, arraial Passa bonde, passa boiada Passa trator, avião Ruas e reis Guajajaras, Tamoios, Tapuias Tupinambás, Aimorés Todos no chão A cidade plantou no coração Tantos nomes de quem morreu Horizonte perdido no meio da selva Cresceu o arraial, arraial A parede das ruas não devolveu Os abismos que se rolou Horizonte perdido no meio da selva BORGES, L.; BORGES, M. In: NASCIMENTO, M. Clube da esquina 2. Rio de Janeiro: EMI, 1978 (fragmento).

Os textos abordam a preservação da memória e da identidade nacional, presente na nomeação das ruas belorizontinas. Quais versos do Texto II contestam o projeto arquitetônico descrito no Texto I?

  1. Alternativa A: “Guaicurus, Caetés, Goitacazes” / “Tupinambás, Aimorés”.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. Esses versos apenas enumeram nomes de povos indígenas, os mesmos que o Texto I cita como nomes das ruas. Eles reconhecem a nomeação, e não a contestam.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  2. Alternativa B: “A parede das ruas não devolveu” / “Os abismos que se rolou”. gabarito
    Justificativa

    Esta alternativa está correta. O Texto I apresenta a nomeação das ruas como uma forma de ensinar e preservar a memória. No Texto II, os nomes indígenas estão “todos no chão”, e os versos dizem que “a parede das ruas não devolveu os abismos que se rolou”. Isso significa que o traçado da cidade não restituiu o que foi perdido, e a ideia de que o projeto preservaria a memória é contestada.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  3. Alternativa C: “Passa bonde, passa boiada” / “Passa trator, avião” / “Ruas e reis”.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. Esses versos descrevem a passagem do tempo e a modernização da cidade, com bonde, boiada, trator e avião. Eles não questionam diretamente o projeto arquitetônico descrito.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  4. Alternativa D: “A cidade plantou no coração” / “Tantos nomes de quem morreu”.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. Esses versos dizem que a cidade guardou no coração os nomes de quem morreu, o que soa como homenagem e se aproxima do Texto I, em vez de contestá-lo.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  5. Alternativa E: “Horizonte perdido no meio da selva” / “Cresceu o arraial, arraial”.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. Esses versos recontam a origem do povoado e a perda do horizonte, sem questionar o projeto urbanístico nem a função dada aos nomes das ruas.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

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Fonte e auditoria
Código INEP
111952
Código da prova
694
Arquivo do PDF
ENEM_2020_DIGITAL_CAD_04_DIA_1_ROSA_INGLES.pdf