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Questão do ENEM 2025

Ciências Humanas · habilidade 5Aplicação especial · Caderno Amarelo · Questão 60

Eu me lembro de ser mandada para o canto da sala de aula por “responder” à professora quando tudo o que eu estava tentando fazer era mostrar a ela como pronunciar meu nome. Assim, se você quer mesmo me ferir, fale mal da minha língua. A identidade étnica e a identidade linguística são unha e carne — eu sou minha língua. Eu não posso ter orgulho de mim mesma até que possa ter orgulho da minha língua. Até que eu possa aceitar como legítimos o espanhol chicano texano, o Tex-Mex, e todas as outras línguas que falo, eu não posso aceitar a minha própria legitimidade.

ANZALDÚA, G. Como domar uma língua selvagem. Cadernos de Letras da UFF, n. 39, 2009 (adaptado).

O argumento da intelectual mexicana ressalta as dificuldades impostas pela

  1. Alternativa A: construção súbita de barreiras físicas.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. O texto não fala de barreiras físicas, construídas de modo súbito ou não. As barreiras que a autora descreve são simbólicas: a desvalorização de sua língua e de seu modo de falar.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  2. Alternativa B: precarização estrutural do ensino de idiomas.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. A autora não trata da qualidade ou da estrutura do ensino de idiomas. Ela relata ter sido punida na escola por tentar mostrar como pronunciar o próprio nome, o que expressa preconceito, e não precariedade.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  3. Alternativa C: dissolução governamental da segurança jurídica.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. O texto não menciona governo nem segurança jurídica. O problema narrado é a legitimidade da língua e da identidade da falante.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  4. Alternativa D: configuração política da experiência comunicativa. gabarito
    Justificativa

    Esta alternativa está correta. A autora diz que identidade étnica e linguística são unha e carne e que só poderá aceitar a si mesma quando aceitar como legítimas suas línguas. Ser punida por falar e por pronunciar seu nome mostra que comunicar-se envolve relações de poder, isto é, que a experiência comunicativa tem configuração política.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

  5. Alternativa E: relativização pós-moderna da estratificação social.
    Justificativa

    Esta alternativa está errada. O texto não discute estratificação social nem a relativiza. A autora denuncia a hierarquia entre línguas e a exclusão de quem fala o espanhol chicano e o Tex-Mex.

    Não revisado · Explicação gerada por IA; pode conter erros.

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Fonte e auditoria
Código INEP
111849
Código da prova
1521
Arquivo do PDF
2025_PV_impresso_D3_CD2.pdf